quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Minhas coisas...

Tem muitas coisas num mundo infinito que não compreendemos, sinto não compreender o tempo. Ele me passa, pouco percebo, seus efeitos invisíveis acontecem. Eu estagnado, não compreendo, nem reajo, gostaria de ser parte dos seus feitos, parte do todo, um todo que não compreendo.

Olho as horas, elas se movem, não percebo, elas vão embora, se transformam em dia, em noite, em coisas que não entendo, elas se vão. Eu fico. Fico olhando o tempo passar, e as vezes tenho a impressão que ele é quem me olha, quem me observa. Olhos nos olhos do tempo, do espaço.

Tenho a impressão que flutuo, colado no solo meus pés permanecem, eu flutuo com o tempo que eu não sinto, ou ao menos, não compreendo. É engraçado como consigo descrever mesmo sem sentir ou compreender, sem fazer sentido. Já me disseram mesmo que as coisas pouco faz sentindo, mas assim? Desse jeito? Engraçado como acho graça disso tudo. Não vês? Eu também não, mas é como se eu pudesse.

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