sábado, 19 de novembro de 2005

Quando as palavras acabam

Quando as palavras acabam
Eu fico mudo
Falando por dentro e calado por fora

Quando as palavras acabam
Eu somente consigo ouvir
Meus pensamentos que não querem calar
Ouço o som do meu coração a bater
Sinto o grito do silêncio que se estende
Por todo meu corpo

Sinto minha loucura me consumindo
Ouço a voz do silêncio que não se cala
Que chama a solidão para perto

Aos poucos sinto dor
Aos poucos sinto prazer
Aos poucos não sinto nada

Meu corpo não mais responde os comandos de minha mente
Estou preso em cordas que falam
Estou sozinho num paraíso falante
Lágrimas descem de meus olhos
Risadas quebram o vazio
Estilhaços de uma vida no chão
Uma vida feita na loucura e na razão

3 comentários:

Anônimo disse...

Quando não há mais o que dizer, ouvir ou escrever, usamos os outros "sentidos", mesmo que não faça tanto sentido.Isso...e só isso...

Vendo ou Alugo disse...

Só. Isso. Ponto. Sem final, certo?

Anônimo disse...

Qdo não há mais nada a dizer:
- não levamos "no nosso lembrar, no nosso coração", mas no "nosso esquecimento", ainda assim estará em nós...