terça-feira, 29 de abril de 2008

SONHO REMETIDO

O campo verde media
[inconseqüente.
A razão de minha transcendência
Sob vales
Sob vários
Resumos em vias de acesso.

Como esquecer do pomar
(poucas vezes cultivado)
que funde-se à lembrança?
Rara do confisco
mar de todo o risco
De todas as ilhas de um sonho
[remetido

Perigoso o que o anseio traz
levemente como sopro em dois caminhos
difusos
diletantes
Que percorrem a razão de meus primeiros anos
[ sob os braços da arte.

Uma época áurea desbravada com pés descalços
Não soltava pipa tampouco jogava futebol
Chupava manga
Cigarra que canta
Ainda trovejante sob minha consciência
[em formação.

Época das primeiras descobertas de menino
Sentia um apelo senil em minhas pernas
[como se ali não houvesse
chegado
ás favas
minhas chagas
Infantis.


Corria ,me escondia de uma dona chamada responsabilidade.
Dever de casa era subir as árvores desnudo de carências
[adiadas
Poderia descobrir a tal causa da imortalidade
vários
passos
Como locomotiva em extrema unção
[ desdita.


O prêmio era satisfazer minha platéia
Com o vento puro da mais pura dormência
[de meus atos
tapioca
e passatempo
Naquele tempo o mundo se fechava e me satisfazia.

[Foi o que meu amigo André escreveu no Rio em 18 de Novembro de 2002.]

Nenhum comentário: