Ela estava de frente ao espelho, não sabia muito por onde começava, afinal sua cabeça estava cheia de coisas e isso não a permitia muito pensar sobre qual calça ou camisa usar, muito menos escolher um dos tantos brincos que tinha.
Enquantos seus pensamentos a pertubava ela vestia uma blusa branca e uma calça jeans, já não importava muito se estava ou não bem vestida, precisava se vestir, estava atrasada. Parada ali, olhando para o espelho já fazia cerca de uma hora, a melhor decisão realmente foi pegar qualquer coisa e vestir.
Checou as luzes dos cômodos, o gás, o ferro fora da tomada, o microondas desligado, as janelas dos quartos e da sala, desligou a tevê da sala, olhou para o relógio, trancou a porta e saiu.
Voltou. Esquecera a chave do carro. Pegou. Trancou e saiu. O elevador pareceu demorar uma eternidade, mas somente demorou um minuto para chegar. Os faróis da cidade também não colaboraram, como num complô em todo farol a luz vermelha persistia.
Achou-se num cruzamento e voltou ao caminho. Quando chegou ao seu destino, lá estava ele, sentando, bebericando algo e falando ao telefone. Ele não a vê. Ela se aproxima e ele sorri. Enquanto ele fala ao telefone, o garçom se aproxima, ela pede champagne. A champagne chega e ele desliga o telefone.
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