Uma vez ou outra eu me irrito com as coisas, com o meu jeito de ser, de fazer as coisas. Mesmo assim continuo fazendo as mesmas coisas, quase sem querer, elas saem da mesma forma, mesmo quando eu tento mudar, elas insistem em sair assim. Deve ser essência, já me disseram uma vez, sobre a essência das coisas. Pouco acredito nisso. Mas as coisas acontecem. Que coisas são essas? Um mistério. Um mistério eterno.
Dou sempre risada. Das coisas que faço errado, ou das certas, porque não? Sempre dizem que rir é o melhor remédio. Se não for remédio, é uma espécie de tranquilizante, calmante. Se for assim, rir é uma droga. Estou rindo agora.
Hoje parei e olhei o horizonte, um céu azul, longo, parado, poucas nuvens, achei por algum momento que fosse a extensão de Deus. Tão lindo, tão imenso. Deus deve ser assim, não? Acho que sim. O sol estava quente - como ele sempre deveria estar - falo isso, porque nem sempre o sol é quente. Nem sempre. Às vezes ele é gelado. Eu já senti o sol gelado, a gente fica encolhido, tremendo de frio, querendo dormir, eu sempre quero dormir no frio, mas sempre é difícil domir no frio - ele incomoda, bom assim como é difícil dormir num calor aterrorizante (as vezes ele parece fantasma). O problema é sempre a temperatura. Quente demais, frio demais.
Enquanto andava, e olhava o céu, pensava nas coisas que eu poderia fazer "voar seria uma boa", ou "comer lasanha" - eu comi lasanha, mas não voei. Então concluí que o dia foi bom, realizei metade das minhas vontades, pensando que tem dias que não realizamos nenhuma. Então foi bom, no final foi bom. Amanhã eu tento voar, já que hoje eu comi lasanha.
Pensei milhões de possibilidades, e quis apenas dormir mais um pouco. Andei pela praia, olhei as pessoas. E tudo girou, as horas passaram. O dia sempre tem que acabar em algum momento, afinal, sei que ele acaba na vigésima quarta hora. Assim diz o ocidente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário